🌐 SMART TALKS Turismo de Portugal – Economia Azul: Inovação e Sustentabilidade no Turismo

A 16.ª edição das SMARTS TALKS Turismo de Portugal, realizada no dia 13 de maio, foi dedicada ao tema da inovação e sustentabilidade no turismo – através da economia azul e do turismo azul. O evento registou surpreendente adesão, tendo sido gravado em vídeo para utilização como aula azul.

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A última edição SMART TALKS Turismo de Portugal culminou em extraordinário sucesso – uma verdadeira aula azul que esclareceu conceitos, identificou desafios e revelou surpreendentes oportunidades. O auditório do Turismo de Portugal registou uma enchente de presenças, plenas de curiosidade, interesse e muito boa energia.

O evento contou com a presença do Presidente do Turismo de Portugal e de membros da sua equipa de liderança; de quadros diretores da Direção-Geral de Política do Mar (DGPM); e, claro, com uma multidão de colaboradores do Turismo de Portugal, magnificamente interessados nos temas apresentados. Foi realizada a gravação em vídeo, para posterior edição e disponibilização de uma aula azul – acessível a toda a Equipa do Turismo de Portugal.

A apresentação foi realizada por Álvaro Sardinha, fundador e CEO do Centro de Competência em Economia Azul (C2EA), dando continuidade à participação de colaboradores do Turismo de Portugal, na 11.ª edição do Programa de Especialização e Liderança em Economia Azul (PLEA), realizada no início de maio.

Como ponto de partida, foi partilhado um relatório das Nações Unidas (2025), revelando que o turismo azul representa um terço do valor da economia azul global. Em Portugal, esta proporção é ainda maior – de acordo com a Conta Satélite do Mar, em 2018 o turismo representou cerca de 44% do valor da economia azul nacional. De forma ainda mais surpreendente, foi revelado que o turismo azul representa 50% do valor do turismo global.

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O programa da apresentação foi dinâmico e ambicioso, orientado às expetativas do Turismo de Portugal e da sua Rede de Escolas. Durante cerca de 1 hora, foram abordados temas fundamentais e interligados – focados na dinâmica do turismo, das pessoas e dos territórios.

Em primeiro lugar, foram clarificados os conceitos de economia azul sustentável e de turismo azul – incluindo o turismo náutico, o turismo costeiro e o turismo de cruzeiros – tendo sido estabelecido um vocabulário normativo comum, fundamental para a comunicação e estruturação de projetos.

De seguida, iniciou-se uma viagem pelo tema do ensino e competência azul, tendo sido visitados os conceitos e os atores da literacia do oceano; da literacia do clima; da literacia da água; e da literacia azul para adultos e equipas de liderança – Programa PLEA. Foi ainda sublinhada a importância da literacia emocional e da consciência sistémica, para a capacitação das atuais equipas de liderança.

O tema das carreiras e emprego azul não ficou esquecido, tendo merecido uma caracterização estratégica para o setor do turismo. Foram ainda apontados caminhos concretos, que realmente oferecem o valor da economia azul às pessoas, de forma direta e pragmática, tendo sido apontado o sucesso da Feira de Emprego e Carreiras Azuis, realizada em Portugal desde 2017 (duas vezes por ano).

Identificadas as oportunidades, foram revelados os desafios que se colocam ao desenvolvimento sustentável do turismo, numa época caracterizada pela fragilidade – num mundo cada vez mais ansioso, não linear e incompreensível (BANI Brittle, Anxious, Non-linear, Incomprehensible) – tendo sido identificados caminhos para um turismo azul inteligente. Para tal, foi caracterizada a quádrupla ameaça planetária, identificando o papel e a responsabilidade do turismo global nas emissões de gases de efeito de estufa e nas alterações climáticas; na perda de biodiversidade; na poluição; e na (in)segurança hídrica. Facilmente se concluiu o efeito bumerangue, ou seja, as consequências destas quatro ameaças para o futuro do turismo e das suas partes interessadas e intervenientes. De facto, muito mais do que muitos outros setores – o turismo é altamente dependente da qualidade do ambiente e da estabilidade social.

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A mensagem final foi positiva e disruptiva, apresentando um inovador turismo fora da caixa, possível e realista. As ideias e soluções apresentadas surpreenderam tudo e todos, deixando claro que é possível edificar um turismo responsável, criando lugares melhores para as pessoas viverem e lugares melhores para as pessoas visitarem.

Entre as ideias apresentadas, merecem destaque a consideração do turismo de imersão familiar; o passaporte de compromisso; a fabricação aditiva; a economia das algas; os menus net-zero; as áreas marinhas protegidas; o turismo azul industrial; as soluções flutuantes; a agricultura celular; a economia espacial; e a visão Vuja De.

Tudo começa com um princípio – follow the water – água é vida; água é mãe de tudo e de todos. Este é também o caminho da economia azul sustentável, percorrendo todo o ciclo da água e assumindo-se como um verdadeiro veículo de desenvolvimento sustentável.

Em conclusão, o turismo azul assume um extraordinário protagonismo – no mundo da economia azul sustentável e do turismo em geral – factos que nos devem fazer refletir e procurar caminhos de colaboração continuada, entre diferentes áreas governativas; organizações e sociedade.